Guimarães estava em nosso roteiro, porque fomos em busca de nossos antepassados. Na verdade, foi uma confusão só! Papai havia dito que esta era a cidade da vovó Margarida, mas Claudia entendeu que era do vovô Manuel. Lá fomos nós, em busca da família Alves Teixeira! Chegando lá, um deslumbre! A cidade estava toda enfeitada para as comemorações dos 900 anos do primeiro rei de Portugal (coroado em 1143): Dom Afonso Henriques, o Rei Guerreiro!
Uma das características da cidade (descobrimos depois que é de Portugal!) é a mania que as pessoas têm de pendurar as roupas do lado de fora da casa, na fachada (penduram de tudo: de calcinha a lençol!). Não importa em que rua morem, está na hora de secar a roupa, penduram do lado de fora! Essa aí até se preocupou em colocar as peças numa ordem de tamanho. Fofo!
Olhem essas outras! Essas casas ficam numa praça importante do centro histórico - ponto turístico - a Praça de Santiago! Ali ficam os restaurantes cercados por essas casinhas e seus varais de roupa! Na realidade, é um charme!
As ruazinhas são igualmente charmosas. As casas têm sacadas com flores e muitas delas são também as lojas de seus proprietários. Moram no andar de cima e trabalham no andar de baixo.
Continuando nossa peregrinação, decidimos conhecer a igreja que fica no alto do morro da Penha. Para lá se vai de teleférico e a vista da cidade é total. No meio do caminho, Claudia parou um senhor para pedir informações de como chegar até o teleférico. O senhor (S. Martins, 84 anos!) resolveu nos acompanhar até lá. Disse que estava em seu momento de passeio e virou nosso guia turístico em Guimarães! Primeiro, conhecemos sua padaria e tomamos um café. Depois a Igreja de N. S. da Consolação e a de São Francisco. Visitamos também a hospedaria de São Francisco, onde S. Martins mora! Dali fomos ao teleférico, visitar o Santuário da Penha. Muito gentil e falador, S. Martins contou várias histórias da cidade e de sua própria vida... Disse, inclusive, que conhecia a família Alves, dona de curtumes em Guimarães...
Só quando voltamos ao Brasil é que ficamos sabendo que a família da vovó Margarida era de Espinho, e não de Guimarães; e a família do vô Manuel, de Porto! Ou seja, procuramos a família errada na cidade errada! Mas encontramos o S. Martins!!! Valeu!
Depois de nos despedirmos de S. Martins, seguimos para o Castelo de Guimarães, construído pela Condessa Mumadona Dias para ser um mosteiro, no século X. Diz a tradição que foi ali onde nasceu D. Afonso Henriques. Ao lado do castelo está o Paço dos Duques de Bragança, erquido no século XV e fechado para visitação às segundas, dia em que estávamos lá. Decepção...
Depois de nos despedirmos de S. Martins, seguimos para o Castelo de Guimarães, construído pela Condessa Mumadona Dias para ser um mosteiro, no século X. Diz a tradição que foi ali onde nasceu D. Afonso Henriques. Ao lado do castelo está o Paço dos Duques de Bragança, erquido no século XV e fechado para visitação às segundas, dia em que estávamos lá. Decepção...
Visitamos também a Biblioteca Pública, o Convento de Santa Clara (que virou Câmara Municipal de Guimarães), uma das Capelas dos Passos da Paixão de Cristo (essa estava aberta) e ruas e praças do centro histórico. Apaixonante! No final do dia, paramos para tomar um suco e comer os maravilhosos doces portugueses!
