
No final de semana da Páscoa fizemos uma viagem suuuuper legal! (Tudo bem, sei que estou atrasada! Não tenho tido muito tempo para escrever, com essa vida de assistente de housekeeper e babysitter...). Fomos para Outer Banks. Na costa da Carolina do Norte, existem várias ilhas estreitas formando uma verdadeira barreira para o mar - são os Outer Banks. Ali encontramos dunas, áreas preservadas de vegetação típica da costa marítima, pássaros de todo tipo, além de surfistas, windsurfistas, kitesurfistas, enfim, um paraíso para quem gosta de praia, onda, águas calmas para velejar e muito vento!

Para chegar, pegamos um ferryboat que leva duas horas de viagem!!! A primeira meia-hora foi de muita animação! Até porque as meninas nunca haviam andado num. Visita ao espaço dos passageiros (com televisão e máquina de coca-cola), subida ao andar aberto para ver a paisagem, fotos de todos os ângulos do... mar! Gaivotas que acompanhavam o barco, tudo muito divertido. Passada essa primeira euforia, tédio total! Hora e meia de sono, dentro do carro, porque o frio estava de lascar, e o vento também... mas valeu muito a pena! Chegamos no paraíso! Levando-se em conta que saímos de casa às 2 da tarde de sexta, pegamos o ferry às 5 e chegamos na primeira ilha às 7 da noite, até que foi bom. O pior vinha depois: a primiera ilha era só de passagem. Alguns hotéis e restaurantes, poucas casas e muito movimento. Local bem animado. Decidimos não ficar lá e continuar a viagem, indo para a próxima ilha, onde passaríamos a noite. Outro ferryboat nos aguardava. Dessa vez só meia hora de travessia.

Chegamos na segunda ilha, já quase 9 da noite. Mortos de fome! Para nossa surpresa, não havia nenhum restaurante ou lanchonete abertos a essa hora. Como ainda não é verão, tudo fecha cedo! Fomos em busca de um hotel e adotamos o lema "quem dorme não sente fome". Mas nem tudo estava perdido! Arrumamos um hotel com um apartamento para a família toda: uma suíte de casal, uma sala com sofá-cama de casal, uma cozinha totalmente equipada, dois banheiros. Só faltava a cama da sogra! Ofereceram uma "roller-bed". O que seria isso??? Sorte! Uma cama de verdade só que com rodinhas para poder ser levada pra lá e pra cá!

Depois de nos instalarmos, saímos em busca de um mercado, indicado pela recepcionista. Ela disse que ficava aberto até às 11, mas fechava mesmo às 10. Nada feito... No caminho de volta para o hotel, encontramos um posto com loja de conveniência! Uêba! Compramos aquelas caixinhas de comida pronta e voltamos para o hotel! Barriga cheia, cama!



No dia seguinte, fomos direto para uma ilha mais ao norte onde fica o memorial dos irmãos Wright: os pretensos inventores do avião. Incrível como não se toca no nome de Santos Dumont! Outros inventores de geringonças voadoras são citados (provavelmente são todos americanos), mas de Dumont, nada! Bom, ciumeiras à parte, o lugar é espetacular! Além de grandes galpões em que se passa um filme sobre a história dos irmãos, painéis contam suas aventuras, modelos de seus aviões estão expostos, palestras são proferidas, do lado de fora há um monumento no topo de um morrete de onde eles pulavam com seus aviões. Pequenos marcos mostram aonde chegavam. Dois barracões mostram como viviam os irmãos enquanto faziam suas experiências. Tudo muito bem sinalizado e explicado. Impressionante! A gente quase sai convencida de que eles foram realmente os inventores do avião!



Outra atração dos Outer Banks são os faróis. Há quatro mais famosos. Todos são dos anos 1800 e cada um tem uma história para contar. Fazendo um parêntese: os americanos realmente sabem valorizar o que é deles. Tudo vira museu, réplica, dramatização, parque de visitação, lojinha de souvenir. Fecha parêntese. Um dos faróis é o mais alto da América e teve que mudar de lugar porque as águas estavam avançando e iam tirar-lhe o chão. Ele levou dois meses sendo arrastado para o novo local, cerca de uns 1000 metros mais pra dentro da costa. Visitamos três deles. Valeu! É muito bonito e sempre bom saber mais da história do país.



Ainda nos Outer Banks: dunas! Liiiindo! Tudo bem, também temos muitas dunas aí no Brasil. Sim, bem mais bonitas do que as daqui. Mas dunas são dunas. São sempre maravilhosas de se ver. Só que estava um frio de doer, porque a temperatura caiu e ventava o tempo todo. Por isso ficamos de longe, dentro do carro. Só Marcella e Beto se aventuraram a subir em um mirante num shopping para ver a vista para as dunas. Tiraram fotos, claro!

Para passar de uma ilha para outra, vai-se de ferryboat, em algumas; ou de ponte, em outras. Pontes enormes, diga-se de passagem (sem trocadilhos!).

Outer Banks: no verão deve ser s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l! Fica a dica pra quem quiser fazer uma viagem alternativa para os Estados Unidos.
A viagem continua...
4 comentários:
Muito bom!
Fora a neve que quase caiu dentro nosso super quarto (justificando a foto da mamãe toda embrulhada, que foi como eu encontrei ela de manhã!!) e a experiência na pele (e no estômago!) da história do vovozinho de "quem dorme não sente fome", a viagem foi mesmo o máximo!! Vai deixar saudades...
PS: Muito fofa minha bebê astronauta!!! :)
Fazia um tempinho que eu não passava por aqui e me deliciei com as histórias da viagem.
Carmen,esse blog está cada vez melhor!!!
"Quem dorme não sente fome"...nem me lembre, é um dos meus traumas de infância rss.
Beijinhos da Tivó
Não gostei ! --' até parece q nós só dormimios na viagem :~
cade a foto da THECHOW dormindo com a LILI q a gente tiro hein ? HAHA, pqnsa q eu esqueci ?! :D
:*
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