
Savannah fica na Georgia, estado mais ao sul de Carolina do Sul. Outra cidade linda! É de beira de rio. Da mesma forma que Charleston, tudo acontece na rua do cais. Lojinhas, restaurantes, pubs, muita, muita gente pra lá e pra cá. Grupos de turistas, passeio de barco pelo rio, enfim, cidade turística, mas daquelas que dá vontade de ficar mais uns dias...
À noite, jantamos num desses pubs. O chopp é de fabricação própria. Aliás, o pub pertence à fábrica de cerveja que tem ali.

Visitamos uma casa-museu de família tipicamente americana dos anos de 1800 e pouco. Um senhor muito simpático nos guiava pelos aposentos e contava a história da casa e da família que viveu ali com seus 7 filhos. Cada detalhe de decoração, cada móvel, cada brinquedo, tinha uma coisa para contar. Por exemplo: no quarto andar havia um quarto destinado aos escravos. As paredes eram pintadas de um certo tom de azul para espantar os maus espíritos que os negros acreditavam haver em toda parte. No resto da casa, as paredes eram forradas com papel de parede porque era mais barato que tinta. Aí, já viu, cada cômodo tinha um papel mais escandaloso que o outro! Os colchões eram feitos de palha trançada, técnica copiada dos espanhóis. Com o tempo, davam bicho que mordiam também as costas das pessoas. Os espanhóis não contaram o segredo: lavar e ferver antes a palha para que isso não acontecesse.

Em meados dos anos 90, abandonada pela família e pelos descendentes empobrecidos, a casa estava condenada a ser demolida para virar uma área de estacionamento. Sete mulheres se organizaram e conseguiram arrecadar dinheiro para a reforma, impedindo a demolição. Elas, entusiasmadas com a conquista, fundaram uma instituição que, com o apoio do governo, avalia e decide sobre qualquer modificação nas construções na parte histórica da cidade (parecido com o que o Cesar Maia fez no Leblon...). As sete mulheres reformaram a casa mantendo tudo do jeitinho como era. O que não existia mais, mandaram fazer reprodução. Ficou uma graça! Valeu a visita, aprendemos à beça sobre os costumes da época!Em Savannah também tem forte! Pelo menos esse não tem nenhuma história especial...


Procurando um ímã de geladeira da cidade, reparamos que em quase todos havia a foto de uma estátua de mulher. Marcella perguntou onde ficava a tal estátua e fomos lá para ver do que se tratava. A tal mulher é considerada uma heroína na cidade (tudo bem, dos anos 1600). Como não havia um farol ali, ela ficava acenando com um pano branco e uma lanterna (tipo lampião) para que as embarcações conseguissem entrar na enseada sem bater em nada. Não era uma fofa? Daí ganhou uma estátua na rua do cais.


Outra curiosidade de Savannah: na época das Olimpíadas de Atlanta, ali aconteceu a competição de iatismo. No local em que a tocha olímpica ficou, construíram um pedestal representando os cinco arcos nas Olimpíadas bem como fogo olímpico. Um orgulho para a cidade, pois a partir daí, Savannah passou a ser conhecida e a trazer turistas de todos os cantos.
Lembrei de mais uma coisa que trouxe Savannah para o conhecimento de todos: o filme Forrest Gump, com Tom Hanks. Aquele banco em que ele aparece logo no início do filme, esperando o ônibus, fica em Savannah!
Antes de partir, almoçamos no Toni Roma´s (também leu Toni Ramos?). Ali a Beatriz sentou numa cadeirinha alta pela primeira vez! Vai entrar para a história dos Estados Unidos!


De Savannah fomos para Jacksonville (não a de Carolina do Norte que é aqui pertinho, mas a da Flórida - existem váááárias Jacksonvilles espalhadas pelos EstadosUnidos. O filho do Jack foi realmente alguém muito importante!).
No caminho, encontramos mais um primeiro-isso dos americanos! Gente, é impressionante! Tudo vira ponto turístico! Este é hors-concours!!! O primeiro ensopado ("Brunswick stew" - prato típico dos sulistas) feito perto da cidade de Brunswick!!! Realmente merece destaque!

Continuamos nossa viagem...

3 comentários:
Mas esse blog está muito cultural,gente!!!
Ah,adorei a piadinha do filho do Jack rsss
Bjos
O filho do Jack foi o sétimo presidente dos Estados Unidos, Andrew Jackson. Isso explica porque varias cidades levam o nome de Jacksonville. Não é exclusividade dos EUA dar nome de presidente às cidades. Aqui no Brasil temos a cidade de Presidente Prudente, em São Paulo, e Florianópolis em Santa Catarina, tambem homenagem a presidentes da Republica. Bivô tambem é cultura, viu?, Bia!
Legal, Pai!
Adorei sua participação!
Não sabia que o Jackson tinha sido presidente. Vou contar pro pessoal aqui de casa. ninguém sabe quem foi Jackson, o das villes...
Beijos
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